A famosa estrofe de uma música “e se em Minas não tem mar eu vou pro bar’’deveria passar a ser “já que em Minas não tem mar vamos festejar”“. Quem vive neste estado sabe que por aqui não é preciso motivos para comemorar.
Cidades como Piumhi, Arcos e Formiga não fogem à regra. Além dos feriados nacionais, aniversário das cidades e dias sacros, os municípios ainda contam com comemorações exclusivas e cada vez mais populares. Localizadas no Centro-oeste mineiro essas mesmas cidades realizam eventos que movimentam toda região.
A Expo Piumhi, o Baile do Cowboy, o Baile do Hawaí (Piumhi); a Festa do Trabalhador, a Expô Arcos, a Skol Beats (Arcos); o Carro de Boi, o Congado e a Expô Formiga (Formiga); Carnapitólio, Escarpas Folia, Trivela (Capitólio) são exemplos de festas tradicionais que agitam a região.
Percebe-se que apesar da simples roupagem dos nossos patrícios, os eventos trazem consigo um forte embasamento ideológico. Representam um conjunto de ações para valorizar novos talentos e ligar o entretenimento à valorização da cultura local.
Além de movimentar o turismo, o comércio e a geração de empregos, a realização de festas cria oportunidades de integração de diversas culturas e tribos num mesmo espaço. Amigos de todos os lugares se encontram, divertem e trocam experiências e valores sobre os diferentes assuntos.
O crescimento populacional fez com que cada vez mais a população se concentrasse nas grandes áreas urbanas. As pequenas e médias cidades como é o caso de Piumhi, tornam-se o principal lugar da diversidade, dos contatos e da criatividade cultural. O crescimento do mercado de eventos fez com que os mineiros investissem cada vez mais em organização, segurança, mídia e inovações com o intuito de produzir comemorações que proporcionem ao público a possibilidade de conhecer e aprender sobre novas formas de se comunicar e viver tornando uma simples diversão.
Cabe aos mineiros aproveitar cada momento destes eventos e festas, respeitando os costumes dos visitantes de outro estado ou até de outro país, transformar estes encontros em oportunidades de crescimento profissional, pessoal e principalmente de nossa cultura.
Por Fúlvio Stéfany
Fonte: Jornal Ponto.